nho Resistente Existencial: (1837) Críticos de cinema em campanha

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

quinta-feira, setembro 08, 2005

(1837) Críticos de cinema em campanha


   Quando me apercebi até achei graça. O painel de críticos do DN é profundamente político e transparece isso nas suas análises. Era uma variação interessante, mas há muito que se tornou irritante. Por azar, quem está a fazer a cobertura do festival de Veneza é Eurico de Barros, o mais assanhado dos comentadores panfletários. Não pode haver um filme um bocadinho mais à esquerda em termos da tese proposta, que é mau. É mau porque é de esquerda, não porque é um mau filme. Isto é que é preocupante. O maior critério de análise de EB parece ser a orientação ideológica da película. Também João Miguel Tavares segue a mesma tónica, mas aqui não sei se estamos perante um crítico. Há uma ligeireza tal nas críticas que desconfio que só está ali porque cultiva a imagem de homem de direita moderno e culto, o que é "cool" na direita "desalinhada".
   A falha como críticos torna-se maior perante a comparação com os seus pares. Toda a gente percebe que João Lopes é um homem de esquerda, e isso nota-se nas suas críticas. Mas para JL primeiro está a qualidade cinematográfica nas suas várias vertentes, e nunca a política nas cenas. Pedro Mexia, sem surpresa, também sabe estar ao nível de JL. A diferença revela a sua superioridade como críticos. A confiança que podemos ou não ter nos escritos de cinema do DN também passa por aqui, porque quando lá vou não temos de estar sempre a encontrar uma nova secção de política, ainda por cima meio encapotada.
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