nho Resistente Existencial: Setembro 2005

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

terça-feira, setembro 20, 2005

(1842) Pequenas citações que dizem muito


   Um bocadinho afastado da realidade política como ando nestes dias, não me sinto capaz de dizer muito sobre a actualidade. Mas partilho duas frases, que apanhei ou no jornal ou fugazmente na televisão (infelizmente não me lembro dos autores e escrevo de memória):

"O vencedor do debate entre Carrilho e Carmnona foi cada um dos candidatos que lá não esteve".

"A manifestação do PNR/FN mostra o estado do nosso jornalismo. Como é que 200 jornalistas foram ver duas centenas a marchar contra a "homossexualidade e a pedofilia" e apenas um notou a contradição nestes termos?"

(1841) Sob Escuta


   
Rush - Jay-Jay Johansen



   Para descobrir: "Another nite another love".

(1840) 1001 maneiras de educar para o consumismo


   "Tiago (de 4 ou 5 anos), porta-te bem ou não vais ao Continente!"

(1839) 1001 maneiras de evergonhar um filho


   Na FNAC, um pai e um filho de 13 ou 14 anos compram dicionários. O filho fica a escolher e o pai vai à procura de um livro. Senta-se a ler. O livro é qualquer coisa como " a minha experiência como prostituta". Ainda não chegou aos sofás de leitura, povoados, já o filho está a corar. Com toda a calma do mundo, o pai propõe ao filho que escolha um livro e se sente ao seu lado a ler.

(1838) Bom Dia


   "Neste mundo fugaz
   até o pequeno pássaro
   faz o seu ninho."

   Issa Kobayashi

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José Luís Mendes

quinta-feira, setembro 08, 2005

(1837) Críticos de cinema em campanha


   Quando me apercebi até achei graça. O painel de críticos do DN é profundamente político e transparece isso nas suas análises. Era uma variação interessante, mas há muito que se tornou irritante. Por azar, quem está a fazer a cobertura do festival de Veneza é Eurico de Barros, o mais assanhado dos comentadores panfletários. Não pode haver um filme um bocadinho mais à esquerda em termos da tese proposta, que é mau. É mau porque é de esquerda, não porque é um mau filme. Isto é que é preocupante. O maior critério de análise de EB parece ser a orientação ideológica da película. Também João Miguel Tavares segue a mesma tónica, mas aqui não sei se estamos perante um crítico. Há uma ligeireza tal nas críticas que desconfio que só está ali porque cultiva a imagem de homem de direita moderno e culto, o que é "cool" na direita "desalinhada".
   A falha como críticos torna-se maior perante a comparação com os seus pares. Toda a gente percebe que João Lopes é um homem de esquerda, e isso nota-se nas suas críticas. Mas para JL primeiro está a qualidade cinematográfica nas suas várias vertentes, e nunca a política nas cenas. Pedro Mexia, sem surpresa, também sabe estar ao nível de JL. A diferença revela a sua superioridade como críticos. A confiança que podemos ou não ter nos escritos de cinema do DN também passa por aqui, porque quando lá vou não temos de estar sempre a encontrar uma nova secção de política, ainda por cima meio encapotada.

(1836) Boa Notícia


Banda larga: concorrentes da PT conquistaram 40 por cento dos novos clientes

   E agora os preços vão começar a baixar...

Ps. É verdade, já algum tempo que sou cliente "PT-free" e é uma dieta que definitivamente recomendo.

segunda-feira, setembro 05, 2005

(1835) A série que eu ando a ver




*obrigado ao Renas pela dica!

(1834) 3 Sob escuta



Sígur Rós - Takk



Goldfrapp - Supernature



The Killers - Hot Fuss

(1836) Katrina #3


   Sem preconceitos, um facto: quem tinha meios para isso saiu da cidade, os pobres ficaram para dar o corpo à tragédia. Pior, ficou provado que não há superpotência que resista simultaneamente a uma catástrofe desta dimensão, a má governação e à pobreza instalada. O capitalismo vai criando (nos EUA solidificando) esta espécie de terceiro mundo ocidental, sem conseguir acabar com o outro, mais antigo. É assim que queremos continuar (no caso de África) ou passar (em Nova Orleães) a viver?

(1835) Katrina #2


   Os americanos que pedem ajuda em Nova Orleães são como os miseráveis de África. A diferença é que estes últimos nunca se juntariam em coro a pedir socorro para as televisões.

(1834) Katrina #1


   Os americanos deviam parar para pensar. Como membros de uma grande nação, ultrapassaram o 11 de Setembro, mas Bush levou-os ao "atoleiro" do Iraque. Agora, numa nova crise nacional, o Governo volta a agir mal. Alguém acha que é coincidência? Já agora, junte-se aos exemplos a tragédia de Beslan, também conduzida por um amante do dispara primeiro e pensa depois.
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