nho Resistente Existencial: (1774) Ainda os estágios pedagógicos #2

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

quinta-feira, julho 07, 2005

(1774) Ainda os estágios pedagógicos #2


   Depois das informações do post abaixo, e visto que aprofundei este tema enquanto estudante universitário, aponto algumas propostas pessoais para esta área. Creio que estamos perante um momento excelente para o Governo introduzir na Educação noções de mérito e verdadeira avaliação. Em primeiro lugar, os cursos via ensino têm de ser alvo de uma grande reformulação, criando na área das línguas modernas opções curriculares que permitam aos estudantes seguir outros tipos de formação e rumos profissionais. Para além disto, nem todos devem poder fazer um estágio. Em vez disso, apenas os alunos com melhor desempenho deverão aceder a essa formação. Assim, em vez de 4000 estagiários, teríamos, por exemplo, 400 ou 500. O critério primário de selecção seria a média do curso no final do quarto ano. Não será totalmente justo, mas há ainda um critério que pode ser introduzido. Em vez de contactarem com as escolas apenas no estágio, porque não criar uma cadeira especial em que os alunos tivessem de fazer um mini-estágio de uma semana ou um mês a dar aulas? A avaliação daí resultante poderia servir para graduar os candidatos.

   Para os restantes, aqueles que queiram mesmo ser professores, existe ainda a profissionalização em serviço. Deverão ao mesmo tempo ser criados cursos de "reciclagem" da formação para que possam seguir outras carreiras. Não será uma medida ideal, mas um justo compromisso para o actual contexto.

   Voltando à noção de mini-estágio, creio que o novo modelo de formação inicial deverá ser mais integrado no curso. Os contactos com a escola devem começar logo no 2º ou 3º ano. Para além de permitirem adequar expectativas (afastando possivelmente alunos com falta de perfil ou vocação), oferecem uma formação bem mais alargada. Mas sejamos claros. Ao contrário do que disse um dos secretários de estado (talvez Valter Lemos, mas não tenho a certeza), não é um risco colocar estagiários à frente de turmas, até porque há procedimentos para evitar casos de negligência. Gravoso seria colocar licenciados a dar aulas sem nunca terem estado numa escola, sem nunca terem sido supervisionados e avaliados a dar aulas! Concordo que poderia haver mais supervisão, mas não descuremos a importância de dar aulas para aprender…a dar aulas. Dito isto, espero que comece aqui a reforma da formação educativa e não mais um confuso acto legislativo que empobreça o ensino.

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