nho Resistente Existencial: (1730) Cunhal

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

segunda-feira, junho 13, 2005

(1730) Cunhal


   ...morreu, com a força de uma página da História que se vira. Naturalmente, a esquerda sublinhará o seu génio imperfeito e a direita destacará a pulsão totalitarista. Todos reconhecem o peso histórico. Consensos facilmente quebráveis, esperando-se para depois do luto algumas guerrinhas ideológicas pelos suspeitos do costume. Não sendo da geração do líder do PCP, recebo da personagem aquilo que personificava. Por um lado, a prova (até agora) viva de que o mundo poderia ter efectivamente tido uma ordem diferente, o que vinca a escolha que o Ocidente tomou, para o bem e para o mal. Por outro lado, a lembrança de como os radicalismos de esquerda tiveram, pelo menos em Portugal, o condão de acabarem com uma ditadura duradoura. Nenhum dos que desdenham Cunhal ou o papel histórico do PCP nos livrariam de Salazar. Tudo o resto são contas de outro rosário.
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