nho Resistente Existencial: (1622) Devia ser para levar a sério

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

segunda-feira, maio 02, 2005

(1622) Devia ser para levar a sério


A cobertura mediática da morte do Papa João Paulo II não foi isenta, na opinião de 40 por cento dos respondentes à 8ª edição da Sonda Central de Informação/Meios & Publicidade. As respostas referem-se à isenção dos próprios jornalistas. (...) Outra das questões relacionadas com a morte do Papa procurou saber qual a opinião dos jornalistas acerca da qualidade da informação produzida pelos meios de comunicação social sobre aquele tema. Os meios da imprensa escrita foram o que recolheram, maioritariamente, as notas "boa" e "muito boa" (cerca de 80 por cento, contra 18 por cento que votaram "razoável" e um por cento que consideraram a cobertura "muito má"). Nesta questão relativa à qualidade da cobertura, a rádio ficou em segundo lugar, e a televisão em terceiro. A última das três questões confrontava os jornalistas com a situação de terem sido alguma vez pressionados por entidades religiosas. Dos respondentes, 82 por cento disseram que "nunca". Mas sete por cento confessaram ter sido pressionados uma vez, ao passo que nove por cento disseram que essa situação já aconteceu algumas vezes.

   Ou seja, os próprios jornalistas (4 em 10) acham que não foram isentos. E está tudo bem, continua tudo na mesma. Aliás, a "isenção", conceito próximo dos de "facto" e "distanciamento" já estão tão diluídos nos media generalistas que para ser profissional no ramo é preciso aceitar e trabalhar nesse molde. É um bom exemplo para um pequeno texto sobre os media que escrevi a propósito do recente livro de José Gil e que o Miguel teve a simpatia de publicar.
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