nho Resistente Existencial: (1578) Para reflectir

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

segunda-feira, abril 18, 2005

(1578) Para reflectir


O próximo Papa, por João Morgado Fernandes

Pedir ao próximo Papa que reveja as posições da Igreja Católica sobre o aborto, a eutanásia ou a manipulação genética será, certamente, um exagero. Já a ordenação de mulheres, segundas núpcias para divorciados ou mesmo a utilização de preservativos são assuntos em que, mesmo a contragosto, mais tarde ou mais cedo, a Igreja terá de rever as suas posições. As instituições milenares, pesadas, são mesmo assim - levam tempo a digerir a realidade.

A directiva Bolkestein, por João Cravinho

A directiva Bolkestein, sobre a liberalização da prestação de serviços no mercado interno, fará História. O combate em volta das suas propostas balizará o consenso possível sobre temas tão estruturantes do futuro europeu como o equilíbrio entre o princípio da concorrência e o efectivo respeito pelas missões de interesse público definidas por cada Estado membro.
(...) as propostas ignoram a distinção entre serviços puramente comerciais e serviços comerciais com obrigações de interesse público. Também o que diz respeito à legislação laboral terá de ser eliminado. (..) A directiva também tem boas propostas, como a simplificação de formalidades administrativas, a fixação de um único ponto de contacto para a realização dos procedimentos administrativos; a proibição de tratamentos discriminatórios na base da nacionalidade ou outra; a interdição do levantamento de barreiras internas sem suficiente justificação no interesse público.


Finis Europae, por Luís Salgado de Matos

O Modelo Social Europeu é centralizado, rígido e oposto ao mercado mundial. Tal como o comunismo russo. Tal como ele, pode desaparecer de um dia para o outro. Inexplicavelmente. É certo que a Europa pode sobreviver-lhe. Mas será uma Europa feroz e sem solidariedade.
Para evitar estes males potenciais, devemos estar preparados para eles. Temos que produzir mais e melhor, adequando a protecção social às possibilidades económicas e aumentando a competitividade.


Nota: Este é o paradigma do liberal europeu. Há sempre uma equiparação de direitos sociais a ideologias utópicas (o comunismo), há um realismo interesseiro (exagero na descrição das dificuldades do sistema e "esquecimento" da realidade da pobreza extrema) e uma apologia da lei de mercado como axioma incontornável. Trata-se do fim da política e do papel social do estado, o assumir da pobreza extrema como dado adquirido assim como a inevitabilidade do aumento do fosso entre ricos e pobres e o retrocesso dos direitos sociais. Resta à esquerda provar que há um caminho mais "humano".
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