nho Resistente Existencial: (1550) Para Reflectir [XL]

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

domingo, abril 10, 2005

(1550) Para Reflectir [XL]


Sob o regime do populismo mediático, por Antonio Tabucchi

(...) os "intelectuais mediáticos" têm difundido aos quatro ventos uma nova equação: a democracia "são" as eleições. Ponto final. Pouco importa em que condições decorreu isso a que se denominou "processo eleitoral iraquiano". E não importa nada que, para chegar a um resultado tão fúlgido e transparente, os americanos tenham perdido um milhar de soldados, tenham causado a morte a umas cem mil pessoas aproximadamente, tenham bombardeado civis indefesos, tenham violado a ordem internacional, tenham organizado torturas planificadas de longo alcance. O que é que tudo isso interessa, perante a satisfação de meter uma papeleta na urna?

Um país, dois sistemas, por António Perez Metelo

queremos ou não atrair para o serviço à República os melhores quadros das diversas profissões, que já não precisam de provar a qualidade do seu trabalho nem procuram subir na vida à custa dos aparelhos partidários? Se sim, será justo pedir-lhes que se contentem com um quinto ou um terço do que auferiam nos seus empregos de origem? Aliás, que sentido tem limitar aos níveis actuais as remunerações dos políticos, a começar pelo Presidente da República, e requisitar simples assessores de ministros ou cooptar directores-gerais com ordenados e regalias de origem na privada, que representam múltiplos dos vencimentos daqueles que se sujeitam ao voto popular, vêem a sua vida escrutinada de ponta a ponta e detêm a responsabilidade de administrar bem o dinheiro de todos nós? Não! Não faz qualquer sentido.

Pedro, vemo-nos por aí, por Ana Sá Lopes

Um dos maiores prodígios da vida, Pedro, é a passagem do amor ao desamor. Tu e eu sabemos que não há grandes diferenças entre a vida e a política. As coisas acontecem sem nós percebermos como, olhamos para o lado e a verdade de ontem escapou-se-nos entre os dedos. O amor e a política são uma alucinação, Pedro. Se a vida, ela própria, é uma alucinação, como é que é possível que nós todos, os que vivemos as coisas intensamente, não andemos permanentemente alucinados?

Senso comum, por Miguel Coutinho

É verdade que Luís Marques Mendes, sobretudo ele, não galvanizou o Congresso mas não será, seguramente, isso que fará dele um líder menor. A maturidade do PSD, ainda mais num tempo adverso que se fará na oposição, passará também pela aceitação da normalidade. A política faz-se, primeiro, com senso comum. E essa é uma lição que, agora ou depois, com ou sem Luís Marques Mendes, o PSD terá de aprender. Este partido, como todos os outros, tem de se habituar à normalidade. Com rigor e seriedade. E quanto mais tarde o fizer, pior.
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