nho Resistente Existencial: (1549) Que jornalismo?

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

domingo, abril 10, 2005

(1549) Que jornalismo?


   Como se tem visto pela verdadeira homilia colectiva que as televisões têm promovido, as notícias são cada vez mais o pretexto para regabofes (desculpem a expressão) mediáticos, populistas e sensacionalistas. O DN de ontem trazia um interessante editorial não assinado (sem link) sobre o jornal gratuito Metro. Identificava no carácter propositadamente transitório e superficial do projecto (metaforizado pelos jornais-lixo que povoam o chão do metropolitano) uma nova visão de encarar o jornalismo. De facto, e embora até veja lados positivos no jornal Metro (distingue-se publicidade de informação, é menos sensacionalista que vários jornais pagos, trará alguma informação a muita gente que nada lê), creio que ele encara um novo método de consumir informação. Um método em que a informação é obrigatoriamente leve, passageira, e embrulhada num misto de publicidade e entretenimento. No fundo, uma secundarização da importância das notícias, o esboroar do sentido de verdade que elas costumavam incutir.

   O problema é o do costume. Com a falta de alternativas, contrói-se uma visão manietada do mundo, simultaneamente acrítica e despreocupada. Tudo é leve, nada se interioriza. Infelizmente, é um processo degenerativo em marcha. Por exemplo, actualmente não é bom ver notícias nos canais generalistas. É preferível não saber, tais são as perversidades que envolvem as notícias. O que tem consequências a todos os níveis da sociedade, como bem nota Umberto Eco, neste outro artigo.
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