nho Resistente Existencial: (1538) Para reflectir

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

quinta-feira, abril 07, 2005

(1538) Para reflectir


Manter todos os "Portugais" que caibam no PSD (1), por José Pacheco Pereira

Com os anos, e com a estabilização da democracia, os dois partidos foram recebendo outros fluxos. Os antigos esquerdistas entraram para o PS e o PSD, por esta ordem. Alguns jovens da extrema-direita pós-25 de Abril entraram para o PSD. O PS recebeu também quadros comunistas oriundos de sucessivas cisões "renovadoras". À medida que o comunismo ia perdendo o seu poder de atracção, a maioria dos intelectuais aproximava-se do PS, assim como o sector cada vez mais importante nas cidades da "animação cultural", enquanto o PSD começava a apelar a economistas e gestores e aos "negócios", como nunca acontecera até então. Crescendo por cima e por baixo, em quadros e experiência, os dois partidos iam abandonando a precariedade inicial e transformavam-se em grandes partidos nacionais, alternando no poder e... começando a parecer-se, embora as diferenças ainda fossem muitas.

António Borges, por Eduardo Dâmaso

Desde logo, a disponibilidade de um quadro como António Borges para entrar de forma activa na vida partidária é, em si, um factor de renovação da estrutura dirigente que o PSD deve saber aproveitar. São raríssimos os casos de militantes que, tendo uma vida profissional de grande exigência, se dispõem a entrar pela base e não pela cúpula, através de um cargo ministerial ou outro. É muito relevante este factor, porquanto é muito maior a sua independência em relação a grupos de pressão internos.
Por outro lado, para lá da abertura de um espaço que não tinha dentro do partido e de se tornar uma figura mediática no sentido de dar visibilidade a um rosto que é desconhecido da maioria dos portugueses, António Borges apresenta um discurso de ruptura com as habituais águas mornas dos partidos de poder. Vale mais a pena discutir algumas das ideias que já lançou do que saber se o PSD deve estar mais ao centro-esquerda e menos no centro-direita.


A Libertação de Carmona, por Miguel Coutinho

A equação era, desde o início, óbvia ou Carmona Rodrigues assumia o desejo de ser presidente da Câmara de Lisboa ou resignava-se e aceitava as sobras de uma decisão de Pedro Santana Lopes. Num tempo que não era o seu e de um modo que o menorizava. O acto de libertação impunha-se se houvesse ambição. E ela existia. A libertação de Carmona era condição indispensável para que o PSD ponderasse a sua candidatura e para que os lisboetas o avaliassem pelo que é e não pelo que Pedro Santana Lopes o deixa ser. Carmona libertou-se finalmente de Santana - e com esse acto revelou aquilo que se espera de um candidato à maior câmara do País a afirmação de uma vontade num tempo de acção definido pelo próprio.


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