nho Resistente Existencial: (1412) Para Reflectir

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

quarta-feira, março 02, 2005

(1412) Para Reflectir


   Aposta na economia tira espaço à visão europeia, por Teresa de Sousa

A Europa a que Barroso tem de presidir já não é um clube selecto e protegido de uma dúzia de países, relativamente homogéneo no seu desenvolvimento económico e social (apesar da entrada das três democracias do Sul, mais atrasadas), na sua cultura política e nos seus interesses estratégicos. É um conjunto muito mais vasto de países de todas as dimensões, com uma diversidade política, económica e social muito maior, com interesses e sensibilidades estratégicas distintas (veja-se, por exemplo, a influência da Polónia na "revolução" ucraniana) em que o interesse comum é muito mais difícil de encontrar. (...)
(...) ao escolher a economia - o relançamento da "estratégia de Lisboa" - como prioridade e emblema da sua Comissão, Barroso abdicou do papel "deloriano" de fornecer a esta Europa vasta e diversa uma visão comum do seu papel no mundo. Isso ajudaria a favorecer consensos e a mobilizar os interesses dos cidadãos europeus. Era também um risco que, porventura, não quis correr. Pode vir a estar aí sua maior fragilidade.


   É a economia, por Joaquim Fidalgo

Felipe González insistia sempre nisso: a economia não é neutra (nem amoral), não é uma "ciência exacta" onde todas as soluções são evidências matemáticas suprapolíticas. Ele governou Espanha uns anos largos, mais ou menos quando Cavaco Silva governou por cá. Um e outro fizeram reformas, mexeram. Não o fizeram com os mesmos pressupostos políticos nem com as mesmas receitas técnicas. E não me parece, olhando agora para os dois países, que González tenha tido menos sucesso do que Cavaco. Bem pelo contrário. Mais riqueza, sim, mas também riqueza mais distribuída. Mais eficácia de gestão, sim, mas sem o afã privatizador que parece ser a única (e milagrosa) solução para todos os males do sector público. Rigor financeiro, sim, mas atenção social.

   Para lá do Frio - João Morgado Fernandes

A ecologia já esteve mais na moda e os ecologistas queixam-se que ninguém os ouve. O problema deixou, porém, de dizer respeito a minorias ou militantes. É já uma questão de sobrevivência. E a resposta, por muito boas vontades individuais que haja, só pode ser global e depende dos governos. Haja quem os pressione.
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