nho Resistente Existencial: (1367) O Voto de dor #2

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

(1367) O Voto de dor #2


   Pacheco Pereira justifica o seu voto no PSD com a legitimidade pós eleições, que neste caso seria acrescida por votar PSD. A meu ver, a parte mais forte das suas razões não é esta. Tal argumento é completamente incoerente. Mais legitimidade terá para exigir a saída (e estará a agir para isso) de Santana Lopes quem nele não votar. Para quem tanto defende o livre pensamento, parece estranho que o voto partidário seja agora encarado com tal valor acrescido. Não, a verdadeira razão encontra-se no voto emocional, por um lado, e na ausência de alternativa, por outro.

   Em primeiro lugar, creio que na noite eleitoral os votantes que são militantes ou sociais-democratas de longa data tenderão na mesma a votar PSD. Porque se trata do "seu" partido, ao qual desejam sempre melhor resultado que os outros. E também têm dificuldade relativa em separar o que os filia a este partido tomado por Santana. O voto emocional tenderá a funcionar, mesmo que doloroso. A ausência de alternativas prova duas coisas: primeiro, que Portas é tão demagógico e mau governante quanto Santana, sendo simplesmente mais eficaz na forma. Segundo, demonstra o falhanço do apelo de Sócrates aos desiludidos do PSD. Sócrates não consegue convencer a esquerda da sua força em matéria social, e tão pouco o centro-direita da sua vontade reformista. Tema para o PS reflectir.
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