
I - A Fenprof exigiu saber quais são as propostas políticas em termos educativos. Ora aí está um tema que tem sido votado ao mais profundo e preocupante silêncio. A lógica mediática determina que seja a economia o tema de quase todas as intervenções e infelizmente não há muito a fazer. Neste tópico em particular, faço como o
Miguel. Espero pelo programa, cada vez mais inquieto e pessimista. De qualquer forma, também era interessante que os docentes da blogosfera dissessem o que gostavam de ouvir. Espero poder contribuir.
II - O
Clube de Jornalistas propõe que o debate entre
Santana e
Sócrates seja aberto a todos os canais. Seria uma excelente ideia, se calhar com o condão de evitar o multiplicar do "soundbyte". Seria realmente um momento decisivo para os candidatos, e, com uma boa moderação, talvez houvesse mesmo troca de ideias, o que já não seria mau, para variar.
III - No já famoso debate entre
Louçã e
Portas, ambos colocaram, da forma mais explícita até agora, a hipótese de formarem alianças pontuais (ou governamentais) com o PS. No caso do PP, a novidade é maior, e mostra o grau de calculismo deste político. E ainda dizem que este é o partido ideológico, ou o partido dos valores. Pois. No caso do BE, fala a tentação do poder. Sejamos claro: eu gostaria de ter o Bloco no Governo quando o Bloco tiver um
verdadeiro programa de governo, e, acima de tudo, estiver pronto para governar. Neste momento, são a melhor oposição que há, e, se quiserem ser mais que isso, correm o risco de perder a marca distintiva que os tem vindo a fazer crescer. Espero que resistam.
IV - Segundo Mota Amaral,
o Parlamento foi dissolvido ao arrepio do espírito da Constituição. Também se demonstrou disponível para se candidatar a Presidente da República. As primeiras declarações, contra as opiniões dos "constitucionalistas", só pode ser entendida como o voto de lealdade a
Santana, que por sua vez já estará a congeminar a hipótese - mirífica, diga-se - de afastar
Cavaco Silva da corrida presidencial, ou pelo menos, de ter o apoio do PSD.
V -
Para ler: Pior É Sempre Possível, por
Miguel Sousa Tavares ;
Avisos (2), por
Eduardo Prado Coelho