nho Resistente Existencial: (668) O PCP

Resistente Existencial

Extractos irónicos e provocantes acerca de política, sociedade, media, cultura e do umbigo de um desalinhado anjo caído.

quinta-feira, outubro 07, 2004

(668) O PCP


   ...vai mudar de líder. Mas mais importante que isso, importa saber se irá mudar de política. Os primeiros sinais (a possibilidade de um dinossauro do PCP - Jerónimo de Sousa vir a ocupar o cargo) indicam-nos que não.

   Muitos tem dito que o seguimento do PCP por uma via ortodoxa (ou seja, manter a ideologia comunista que não faz grande sentido na sociedade actual) é uma escolha face a outro caminho renovador, de abertura mediática e de basculação ideológica (abandonando o eleitorado histórico do Alentejo, por exemplo). Tenho as minhas dúvidas, por duas razões. Primeiro, o PCP não tem uma figura mediática para a tarefa, a não ser talvez Odete Santos, mas isso seria impensável dentro do estilo do partido e provavelmente contraproducente. Segundo, esse é o espaço ocupado actualmente pelo BE, que derrotaria facilmente o PCP no seu próprio campo. Pode-se dizer que o PC segue pela via da morte lenta, mas o contrário não seria a morte imediata?

Nota: contudo, não deixa de ser interessante o ponto quatro da declaração de Carlos Carvalhas (obrigado Renas): "Nessa declaração formal expressei também opinião que no XVII Congresso se deveria procurar fazer um significativo rejuvenescimento e renovação de quadros a todos os níveis: CC, Órgãos Executivos, etc. O uso da palavra renovação não deixa de evidenciar a vontade de Carvalhas de levar o partido a um entendimento dentro do partido. Mas com a sua saída, que conduzirá esse propósito?
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